Sobre
Quem escreve "O fio do cuidado", de onde vêm as cartas e para quem elas podem ser. Uma carta quinzenal sobre saúde mental, neurodivergência e a vida em família.
O fio do cuidado é uma carta que chega a cada quinze dias e trata de saúde mental, neurodivergência e a vida em família. Escrevo do mesmo lugar de onde atendo, e por isso as cartas se parecem mais com uma conversa de consultório do que com um artigo.
Quem escreve
Sou Marcelo Gobbo Jr., médico de família e comunidade, CRM-MG 74.511 e RQE 69038, formado em 2017. Nesse caminho de quase uma década cuidei de pessoas em sofrimento psíquico no consultório e à distância, individualmente e em grupo, incluindo seis anos dedicados a um ambulatório de saúde mental. Fiz graduação em Medicina e mestrado em Psicologia na Universidade Federal de Uberlândia, residência em Medicina de Família e Comunidade na Fundação Pio XII e fui pesquisador visitante do Yale Program for Recovery and Community Health. Sou pós-graduando em Terapia de Família, professor de Comunicação Clínica, Humanização e Profissionalismo e de Saúde Coletiva no curso de Medicina do IMEPAC-Araguari, e editor médico associado de Medicina de Família e Comunidade no Portal Afya.
Para quem escrevo
Escrevo para famílias de pessoas atípicas, para quem convive com o transtorno mental grave, para cuidadores e para mães. As mães costumam sustentar o cuidado da casa inteira e raramente são cuidadas, e aqui, como no consultório, a mãe também é paciente.
O que guia estas cartas
São os mesmos quatro compromissos que guiam o meu consultório. Vínculo, porque o cuidado que funciona é o que acompanha as pessoas ao longo do tempo, com a família inteira no horizonte. Autonomia, porque ninguém se resume ao diagnóstico e conduzir a própria vida com dignidade é parte do tratamento. Respeito, porque o autismo, o TDAH e outras atipicidades são formas de desenvolvimento, e não defeitos a corrigir. Clareza, porque cada decisão precisa ser ancorada em evidência e dita sem jargão e sem achismo.
Como as cartas chegam
Por e-mail, a cada quinze dias, e a assinatura é gratuita. Seu endereço não é compartilhado com ninguém e o link para sair fica no fim de cada carta.
O que estas cartas não são
Este espaço tem caráter informativo e não substitui consulta médica. Não faço diagnóstico nem ajusto tratamento por e-mail. Em urgências, ligue 192, que é o SAMU. Em crise emocional, ligue 188, do Centro de Valorização da Vida, que atende de graça, a qualquer hora.
Onde me encontrar
O consultório e o restante do meu trabalho estão em drmarcelogobbo.com. Para falar comigo, escreva para contato@drmarcelogobbo.com. No Instagram, sou @gobbo.md. O atendimento é presencial em Uberlândia e por videoconferência, para todo o Brasil e o mundo.